Mensagem de Reflexão para o mês de Maio

 
Os dias prósperos não surgem por acaso: são preparados, como as searas, com fadiga e desalento.

 


CEM ANOS!

IV — Pessoas com História

Já vimos atrás como o ideal rosacruciano insiste na ilustração do género humano. Francisco Santos, sócio-gerente da tipografia A Lusitânia, em Aveiro, onde a revista foi impressa durante quase cinquenta anos — até à dissolução da empresa –– compreendeu que o aperfeiçoamento do homem não se podia fazer apenas numa perspectiva económico-social. É também, e sobretudo, pela via do afinamento da faculdade de pensar e de enriquecimento de conhecimentos. Merece, por isso, ser lembrado entre os principais nomes ligados à Revista Rosacruz, reconhecida que deve ser a sua colaboração e capacidade de coordenação do pessoal da empresa com o seu proprietário-editor e os serviços de censura1.

Uma outra grande dificuldade para a vida não só da Revista, mas da própria F.R.P., advinha da Censura Postal. A violação da correspondência, a que foi dado o nome eufemístico de “intercepção postal”, da nossa Instituição e de uma parte conhecida dos seus membros, tornou--se uma prática rotineira pela suspeita de haver entre eles “desafectos ao regime”. Esta actividade era exercida por serviços especiais junto dos centros de tratamento da correspondência e encomendas dos CTT e abrangia toda a correspondência do país e a proveniente do estrangeiro. A vigilância da correspondência de um expedidor permitia ampliar a rede de observação sinalizando os seus correspondentes, que ficavam referenciados na polícia política PIDE/DGS.

Obras destinadas à instrução e pesquisa, importadas do estrangeiro, eram devolvidas com uma declaração humilhante para o prestígio do nosso país: “Circulação Interdita por Conter Literatura Rosacruz”.

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     Francisco Marques Rodrigues — c. 1960
Foi o exemplo vivo de um homem corajoso e incansável, capaz de identificar, com lucidez, o princípio do dever para com os outros ou de outras causas, princípio esse que podemos entender como a vitória da paixão para servir os outros sobre os interesses próprios.

 

 

A Árvore de Natal



A cidade de Nazaré da Galileia, no tempo do nascimento de Jesus, era uma localidade completamente ignorada. Não é citada nos escritos do Antigo Testamento, nem do historiador antigo Flávio Josefo, nem sequer no Talmude. Ignora-se a data exacta do seu nascimento, mas sabe-se que foi no reinado de Augusto, cerca do ano 750 da fundação de Roma.

Alguns historiadores do começo da nossa era referem-se ao seu nascimento como tendo ocorrido numa “caverna”. Só nos evangelhos se mencionam os “estábulos”.

Para os estudiosos do cristianismo esotérico, a palavra “caverna” encerra um simbolismo conhecido: câmara cerimonial (1). Na pré-história já tinha um significado associado ao culto e à hierogamia do nascimento dos deuses - como Júpiter e Juno. Por cima dela está sempre a estrela da iniciação. Hoje, é representada pela estrela flamejante que brilha no tecto do templo. Em regra, é de seis pontas: um duplo triângulo. Mas também é costume usar-se uma estrela de cinco braços como símbolo da divindade — e do Sol, que é a “sua sombra”, o corpo visível do Logos. É o símbolo mais próximo do Criador, o dispensador da vida e de enormes benefícios, tanto para o ser humano como para os outros reinos da Natureza.

 

 

CEM ANOS!

III — Pessoas com História

 
Quando Francisco Marques Rodrigues assume a função de Administrador e Editor desta revista a estrutura anímica da sociedade portuguesa mantinha-se ainda muito semelhante à do tempo de Florindo Costa.A generalidade da população ressentia-se ainda, teimosamente, dos erros e vícios da História e quase não evoluíra em assuntos de natureza espiritual-filosófica.
O campo de saberes — histórico, antropológico e outros — parecia não manifestar qualquer interesse pelos aspectos da consciência mística e dos seus modos de expressão, apesar das mudanças já introduzidas no âmbito da instrução.A nossa sociedade era, em geral, ainda fechada, militantemente indiferente, ou até mesmo adversa, à racionalização das tradicionais construções teóricas dos assuntos de natureza espiritual.


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     Francisco Marques Rodrigues na sua biblioteca, na Rua de S.José c.1950

 

CEM ANOS!

II — Pessoas com História


     
Após o termo da monarquia precedente, a República herdava um legado com duas grandes ordens de preocupações que passaram a dominar a atenção das classes cultivadas: a pobreza profunda e generalizada de uma população constituída por quase oitenta por centro de iliteracia associada a um fraco desenvolvimento industrial e uma dívida interna e externa acentuada, a par de uma censura à imprensa, temporária, ainda que intensa.

As razões do gradual declínio do país como potência mundial, que era no início no século XVI, têm sido estudadas por diversos investigadores. Foram apontadas diversas causas, desde factores económicos e sociais à preguiça das classes altas (1)!

 

 

VIAGENS FILOSÓFICAS

A Pirâmide de Quéops e o Mosteiro da Batalha



Vistas à distância, as pirâmides do planalto de Gizé, a doze quilómetros do Cairo, são belas, compreensíveis e em perfeita harmonia com a paisagem envolvente. É uma imagem que se retém para sempre associada à beleza inolvidável do cenário da Aida de Verdi. Mas, quando estamos perto delas, as sensações modificam-se e a sua imponência esmaga-nos.

Explorada com o olhar a alguma distância, verifica-se que a Grande Pirâmide de Gizé, (ou de Quéops), foi construída de modo que cada uma das faces se compõe, na verdade, de dois planos, formando entre eles um ângulo diedro de tal modo que, nos dias dos equinócios, da Primavera e do Outono, ao nascer do Sol, as partes Leste das faces Sul e Norte ficam na sombra, enquanto as do Oeste são repentinamente iluminadas, provocando assim um contraste de luz. Hoje, esta ocorrência é designada pelos estudiosos como o “relâmpago de Pochan” e tem a brevíssima duração de 20 segundos. O efeito consequente é observável durante cerca de 4 ou 5 minutos. Ao pôr do Sol dá-se o fenómeno inverso: quando as faces do Oeste estão na sombra, as faces do Leste mantêm-se ainda iluminadas. A declinação do Sol, nos equinócios é de 23’ em cada 24 horas.

 

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Pirâmide de Quéops
Planalto de Gizé — cerca de 12 quilómetros da cidade do Cairo

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